Dra. Flávia Bonato

Dra. Flávia Bonato

Cirurgiã · Palmas

Procedimentos Faciais

Blefaroplastia: quando é indicada, como é o procedimento e o que esperar da recuperação?

30 out 2026
11 minutos
Blefaroplastia: quando está indicada, como é o procedimento e o que esperar da recuperação?

Principais tópicos

  • Em 2024, foram estimadas 2.115.360 cirurgias de pálpebras no mundo, equivalentes a 12,1% das cirurgias estéticas.

  • A indicação funcional pode incluir perda de pelo menos 12 graus ou 24% do campo visual superior.

  • A blefaroplastia superior utiliza, em geral, uma incisão posicionada na dobra natural da pálpebra. 

  • Em 269.433 operações, a hemorragia orbitária ocorreu em 0,055% dos casos, aproximadamente 1 a cada 2.000. 

  • Em 120 pacientes, a frequência de olho seco chegou a 32,5% após um mês e caiu para 16,67% no terceiro mês. 


Introdução: por que a blefaroplastia precisa ser planejada além da aparência?

Inicialmente, a blefaroplastia deve ser compreendida como uma cirurgia realizada ao redor de estruturas responsáveis pela proteção dos olhos. Embora seja procurada por excesso de pele, bolsas e aparência cansada, também pode aliviar limitações funcionais. Em 2024, a International Society of Aesthetic Plastic Surgery estimou 2.115.360 cirurgias de pálpebras no mundo, tornando-a a cirurgia estética mais realizada naquele ano.


Além disso, nem toda sensação de peso na região possui a mesma causa. Posição das sobrancelhas, força do músculo elevador, qualidade da lágrima, projeção ocular e sustentação da pálpebra inferior modificam a indicação. Portanto, retirar a pele sem investigar essas estruturas pode resultar em correção incompleta, dificuldade de fechamento ou alteração indesejada do contorno. 


O que é blefaroplastia e quais alterações ela consegue tratar?

De forma direta, a blefaroplastia remove ou reposiciona pele, músculo e gordura para melhorar o contorno das pálpebras e, quando necessário, reduzir interferências na visão. O procedimento pode envolver as pálpebras superiores, inferiores ou ambas. Entretanto, a retirada deve ser conservadora, porque esses tecidos participam do fechamento dos olhos e da proteção da superfície ocular. 


Na região superior, a cirurgia pode tratar dermatochalasis, nome dado ao excesso de pele que forma dobras, e bolsas decorrentes da projeção da gordura orbitária. Já na região inferior, pode corrigir bolsas, excesso cutâneo e transições marcadas com a face. Por outro lado, a ptose da pálpebra ou da sobrancelha pode exigir correção muscular, elevação do supercílio ou associação de técnicas. 


Quando a blefaroplastia tem indicação estética ou funcional?

Objetivamente, a indicação estética ocorre quando bolsas, excesso de pele ou alterações de contorno incomodam sem comprometer a visão. Já a indicação funcional pode existir quando a pele reduz a visão periférica, dificulta a leitura ou provoca esforço para manter os olhos abertos. Assim, a decisão não depende de uma idade específica, mas de anatomia, sintomas, saúde ocular e expectativas realistas. 


De acordo com Cahill et al. (2011), sinais associados a benefício funcional incluem distância de até 2 milímetros entre o reflexo luminoso da córnea e a margem palpebral, além de perda de ao menos 12 graus ou 24% do campo visual superior. Nesse sentido, postura com o queixo elevado, peso nas pálpebras e dificuldade para tarefas de perto também podem contribuir para a avaliação. 


Antes da cirurgia, devem ser investigados olho seco, glaucoma, descolamento de retina, doenças da tireóide, hipertensão, diabetes e medicamentos que aumentam o sangramento. Além disso, o exame avalia sobrancelhas, fechamento ocular, estabilidade da pálpebra inferior e qualidade da lágrima. Quando há queixa funcional, fotografias e exame de campo visual ajudam a documentar a interferência da pele. 


Como são feitas a blefaroplastia superior e a inferior?

Em termos práticos, a cirurgia começa com marcações baseadas na dobra natural, na simetria e na quantidade de tecido que pode ser retirada com segurança. A anestesia pode envolver anestesia local com sedação ou anestesia geral, conforme a extensão e as condições clínicas. Em seguida, pele, músculo e compartimentos de gordura são tratados de maneira individualizada. 


Na pálpebra superior, a incisão costuma ficar na dobra natural, o que ajuda a disfarçar a cicatriz após sua maturação. Além disso, podem ser removidas faixas de pele e pequenas quantidades de músculo, enquanto a gordura pode ser preservada, reposicionada ou reduzida. Contudo, retirar tecido em excesso favorece dificuldade de fechamento, aspecto escavado e piora do ressecamento ocular. 


Na pálpebra inferior, a incisão pode ficar abaixo dos cílios ou na conjuntiva, membrana interna da pálpebra. A via transconjuntival não deixa cicatriz externa e permite tratar bolsas de gordura, mas não remove excesso relevante de pele. Por outro lado, a via externa trata pele e músculo, embora exija cuidado para evitar retração e ectrópio, que é a virada da pálpebra para fora.


Quais resultados podem ser esperados e quais são os limites?

De maneira direta, a blefaroplastia pode abrir o olhar, reduzir bolsas e suavizar o excesso de pele, mas não interrompe o envelhecimento nem corrige todas as alterações ao redor dos olhos. O resultado aparece progressivamente conforme o inchaço diminui, enquanto as cicatrizes refinam durante meses. Portanto, a aparência das primeiras semanas não representa o resultado definitivo. 


Em pacientes com excesso superior e limitação funcional, a cirurgia pode melhorar o campo visual e a sensibilidade ao contraste. Altin Ekin e Karadeniz Ugurlu (2020), ao avaliarem 103 pacientes, observaram melhora da sensibilidade ao contraste e de alterações ópticas. Além disso, Vasović et al. (2024) identificaram avanços na satisfação com os olhos, na aparência facial e em aspectos psicológicos medidos por questionários validados. 


Contudo, a blefaroplastia não elimina pés de galinha, manchas, olheiras pigmentares ou queda das sobrancelhas quando a origem está fora das pálpebras. Da mesma forma, bolsas podem coexistir com perda de volume na transição para as bochechas. Como consequência, os resultados naturais dependem do diagnóstico e da preservação anatômica, e não da retirada máxima de pele e gordura.


Quais são os riscos e como ocorre a recuperação?

De forma objetiva, os riscos incluem sangramento, infecção, assimetria, cicatriz desfavorável, olho seco, dificuldade de fechamento, visão embaçada, retração e ectrópio. Além disso, podem ocorrer revisão cirúrgica e alterações temporárias ou permanentes da visão. Embora eventos graves sejam raros, a proximidade com o globo ocular exige acompanhamento e orientação clara sobre sinais de alerta. 


Hass et al. (2004) analisaram 269.433 procedimentos e estimaram hemorragia orbitária em 0,055%, cerca de 1 caso a cada 2.000 cirurgias. A perda visual permanente foi estimada em 0,0045%, aproximadamente 1 a cada 22.000, e a maioria dos sangramentos ocorreu nas primeiras 24 horas. Nesse sentido, dor intensa, redução da visão ou inchaço súbito exigem avaliação imediata. 


Durante a recuperação, inchaço, manchas roxas, irritação, sensibilidade à luz e ressecamento podem ocorrer. Compressas frias, lubrificação, elevação da cabeça e medicamentos prescritos podem fazer parte dos cuidados, enquanto lentes de contato, maquiagem e esforço físico dependem de liberação. Além disso, óculos escuros auxiliam na proteção contra sol, vento e luminosidade. 


Yan et al. (2020) acompanharam 120 pacientes e observaram frequência de olho seco de 12,5% antes da cirurgia, 32,5% após um mês e 16,67% após três meses. Embora tenha ocorrido melhora progressiva, pessoas com sintomas prévios precisam de avaliação específica. Por fim, o retorno ao trabalho e aos exercícios varia conforme a extensão da cirurgia, o edema e a atividade profissional. 


Por que realizar sua blefaroplastia com a Dra. Flávia Bonato em Palmas?

A indicação da blefaroplastia exige uma avaliação que considere não apenas o excesso de pele ou as bolsas de gordura, mas também a posição das sobrancelhas, a qualidade da lágrima, a estabilidade das pálpebras e a presença de alterações que possam interferir na visão. A Dra. Flávia Bonato (CRM-TO 4503 | RQE 1958) é cirurgiã plástica com mais de 10 anos de experiência e mais de 3.500 procedimentos estéticos realizados, com atuação direcionada às cirurgias mamárias, ao contorno corporal e ao rejuvenescimento facial.


Durante a consulta, a Dra. Flávia analisa as pálpebras superiores e inferiores, investiga sintomas como peso sobre os olhos, ressecamento e dificuldade visual e identifica quais alterações podem ser tratadas pela cirurgia. A partir dessa avaliação, são explicadas as possibilidades da blefaroplastia, os limites do procedimento, a posição das cicatrizes, os cuidados para preservar o fechamento ocular e as etapas da recuperação. Esse planejamento individualizado evita retiradas excessivas de tecido e permite buscar um resultado equilibrado, sem comprometer a função protetora das pálpebras.


Com uma abordagem baseada em escuta cuidadosa, comunicação clara e acompanhamento próximo, a Dra. Flávia Bonato orienta a paciente desde a avaliação inicial até o período pós-operatório. Agende sua consulta em Palmas para compreender se a blefaroplastia é indicada para o seu caso e conhecer um plano de tratamento voltado à melhora do contorno das pálpebras, da harmonia do olhar e, quando necessário, da função visual.


Considerações Finais

Em conclusão, a blefaroplastia pode tratar excesso de pele, bolsas e determinadas limitações visuais, desde que a indicação considere toda a anatomia ao redor dos olhos. As técnicas superior e inferior utilizam acessos diferentes e exigem equilíbrio entre remoção, preservação e reposicionamento. Assim, o melhor resultado é aquele que melhora o contorno sem comprometer a função palpebral.


Finalmente, a segurança depende de avaliação ocular, qualificação da equipe, estrutura cirúrgica adequada e acompanhamento após a alta. Além disso, compreender que edema, cicatrizes e ressecamento evoluem ao longo do tempo favorece expectativas realistas. Dessa forma, a decisão pode ser compartilhada com base em sintomas, objetivos, riscos e alternativas apropriadas.


FAQ: quais são as perguntas frequentes sobre blefaroplastia?

Existe uma idade ideal para fazer blefaroplastia?

Não existe uma idade obrigatória. Entretanto, a cirurgia pode ser considerada quando o excesso de pele, as bolsas ou alterações hereditárias causam incômodo estético ou funcional e as condições de saúde permitem um procedimento seguro.


A blefaroplastia elimina as olheiras?

Não necessariamente. Embora possa suavizar sombras causadas por bolsas de gordura, a cirurgia não elimina de forma previsível olheiras relacionadas à pigmentação, vasos aparentes, pele fina ou perda de volume facial.


A cicatriz da blefaroplastia fica visível?

Na pálpebra superior, a cicatriz costuma ser posicionada na dobra natural. Já na inferior, pode ficar abaixo dos cílios ou ser interna, conforme a técnica. Entretanto, vermelhidão e rigidez podem persistir enquanto a cicatriz amadurece. 


Quando é possível voltar ao trabalho?

O prazo varia conforme a extensão da cirurgia, a intensidade do inchaço e a atividade profissional. Além disso, mesmo quando há condições físicas para trabalhar, hematomas e edema ainda podem permanecer visíveis durante a recuperação inicial.


A blefaroplastia pode mudar o formato dos olhos?

O procedimento pode alterar o contorno ao retirar ou reposicionar tecidos, mas não deve modificar de maneira artificial a identidade do olhar. Contudo, assimetrias, retração ou retirada excessiva podem causar mudanças indesejadas e exigir correção.


O resultado da blefaroplastia é permanente?

A remoção do tecido tratado produz mudanças duradouras, mas o envelhecimento continua. Portanto, pele, sobrancelhas e estruturas faciais podem sofrer novas alterações com o tempo, ainda que o benefício da cirurgia permaneça perceptível por anos. 


Referências

ALTIN EKIN, Meryem; KARADENIZ UGURLU, Seyda. Prospective analysis of visual function changes in patients with dermatochalasis after upper eyelid blepharoplasty. European Journal of Ophthalmology, London, v. 30, n. 5, p. 978-984, 2020. DOI: 10.1177/1120672119857501. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31203659/. 


AMERICAN SOCIETY OF PLASTIC SURGEONS. Eyelid surgery recovery. Arlington Heights, [s. d.]. Disponível em: https://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/eyelid-surgery/recovery. Acesso em: 5 ago. 2026.


AMERICAN SOCIETY OF PLASTIC SURGEONS. Eyelid surgery risks and safety. Arlington Heights, [s. d.]. Disponível em: https://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/eyelid-surgery/safety. Acesso em: 5 ago. 2026.


CAHILL, Kenneth V. et al. Functional indications for upper eyelid ptosis and blepharoplasty surgery: a report by the American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology, New York, v. 118, n. 12, p. 2510-2517, 2011. DOI: 10.1016/j.ophtha.2011.09.029. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22019388/. 


HASS, Andrea N. et al. Incidence of postblepharoplasty orbital hemorrhage and associated visual loss. Ophthalmic Plastic and Reconstructive Surgery, Philadelphia, v. 20, n. 6, p. 426-432, 2004. DOI: 10.1097/01.IOP.0000143711.48389.C5. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15599241/. 


INTERNATIONAL SOCIETY OF AESTHETIC PLASTIC SURGERY. ISAPS international survey on aesthetic/cosmetic procedures performed in 2024. [S. l.]: ISAPS, 2024. Disponível em: https://www.isaps.org/media/oogpzodr/isaps-global-survey_2024.pdf. Acesso em: 5 ago. 2026.


SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA. Cirurgia de pálpebra: blefaroplastia. São Paulo, [s. d.]. Disponível em: https://www.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/face/cirurgia-de-palpebra/. Acesso em: 5 ago. 2026.


VASOVIĆ, Dolika D. et al. Comprehensive evaluation of quality of life following upper eyelid blepharoplasty: a prospective analysis. Medicina, Kaunas, v. 60, n. 3, art. 500, 2024. DOI: 10.3390/medicina60030500. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38541226/. 


YAN, Yan et al. Impact of full-incision double-eyelid blepharoplasty on tear film dynamics and dry eye symptoms in young Asian females. Aesthetic Plastic Surgery, New York, v. 44, n. 6, p. 2109-2116, 2020. DOI: 10.1007/s00266-020-01874-0. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32696159/. 


Dra. Flávia Bonato

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Cirurgiã · CRM-TO 4503 · RQE 1958

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A cirurgia plástica faz parte da minha vida há mais de 10 anos e o que mais me motiva é acompanhar a transformação que acontece quando uma paciente alcança a meta que desejava há tanto tempo.

Ao longo da minha trajetória, aprendi que não existem soluções prontas. Cada pessoa chega até mim com uma história, expectativas, inseguranças e sonhos diferentes. Por isso, acredito que uma boa cirurgia começa muito antes do centro cirúrgico: começa na escuta, no planejamento e na construção de confiança.

Minha atuação é voltada principalmente para cirurgias mamárias, contorno corporal e rejuvenescimento facial. Em cada caso, busco unir conhecimento técnico, experiência e um olhar atento às características de cada paciente, sempre respeitando sua individualidade e seus objetivos.

Valorizo muito a transparência durante todo o processo. Gosto que minhas pacientes compreendam cada etapa da cirurgia, sintam segurança nas decisões tomadas e saibam que terão acompanhamento próximo também durante a recuperação.

Mais do que realizar procedimentos, meu compromisso é estar presente em uma jornada que envolve autoestima, bem-estar e qualidade de vida.

Além do consultório, sou mãe, apaixonada por esportes e profundamente conectada ao universo da saúde. Todas essas experiências também influenciam a forma como cuido das minhas pacientes, reforçando valores que considero essenciais: disciplina, equilíbrio, acolhimento e respeito ao tempo de cada pessoa.

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